segunda-feira, 27 de julho de 2015


O OLHAR DE JESUS




Lucas 22.54-64

-Introdução: As belas palavras de Cristo são poderosas ao ponto de penetrar nos corações dos ouvintes da época ecoando até os leitores de hoje. Contudo, os seus gestos também expressavam a profundidade de seu amor. Mesmo calado ou sem fazer qualquer expressão, somente com o olhar, Jesus marcava as pessoas. 
Este texto chama atenção pelas palavras que indicam a visão, como as expressões: vendo-o e fixou os olhos. Por isso, vamos destacar mais o olhar do que os fatos em si, que já foram ensinados muitas vezes. Um olhar pode dizer muito mais que palavras.
Como é o olhar de Jesus?
Vamos meditar sobre o jeito de Jesus olhar as pessoas:


1- O olhar do mundo: v.56 e 58 “Entrementes, uma criada, vendo-o assentado perto do fogo, fitando-o, disse: Este também estava com ele... Pouco depois, vendo-o outro, disse: Também tu és dos tais. Pedro, porém, protestava: Homem, não sou”.
Jesus havia sido preso e os discípulos fugiram, mas Pedro foi seguindo seu Mestre de longe para que ninguém percebesse. Enquanto Pedro buscava se aquecer no frio da noite, aproximou-se de uma fogueira onde as pessoas estavam reunidas. Os olhos de Pedro buscavam ver de longe o que acontecia com Cristo. Mas Pedro foi percebido pelas pessoas que olhavam para ele reconhecendo que era um dos discípulos.
O olhar do mundo é carnal (I Coríntios 2.14,15) e pecaminoso (I João 2.16), por isso as pessoas olhavam para Pedro recriminando-o por seguir a Jesus. Mas o próprio Pedro também via a si mesmo de maneira errada, negando sua identidade e não conseguindo ver as coisas de forma correta.
Muitas vezes estamos assim, sendo vistos e também olhando as coisas de maneira errada. Talvez porque estamos “longe” (v.54) e não enxergamos bem. Sem Jesus, estamos cegos nas trevas e não conseguimos ver o seu propósito para nossas vidas. Não se importe com o que as pessoas estão olhando ou falando e sim o que Deus vê no seu coração e diz para você. Busque ver os planos de paz que Deus tem para sua vida assumindo sua identidade de servo do Senhor (Jeremias 29.11).
O mundo olha de forma errada!
                              
2- O olhar de Jesus: v.61 “Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo”.
Jesus estava sendo açoitado pelos soldados que lhe batiam em todo corpo, inclusive na cabeça onde estava uma coroa de espinhos. Por isso, seus olhos deviam já estar inchados de tanta dor, além de ter passado a noite acordado em oração e chorando. Ainda assim, Cristo se esforçava para ver Pedro onde estava. Ao invés de olhar para os soldados e tentar fugir de seus açoites, procurou mirar aquele a quem tanto amava.
O olhar de Jesus era conhecido de Pedro que presenciou quando o Mestre olhava para cima e conversava com Deus (Lucas 9.16), também quando Jesus olhou para Zaqueu e lhe chamou para descer da árvore (Lucas 19.5), quando contemplava as multidões e sentia amor pelas almas (Mateus 9.36) e quando olhava para os enfermos e ministrava cura (Mateus 9.2). Mesmo quando Jesus estava na cruz, olhava de cima, as pessoas ministrando amor e perdão (João 19.26).
O choro de Jesus também era conhecido de Pedro que viu quando Jesus chorou olhando para Jerusalém (Lucas 19.41), quando chorou vendo Maria aos prantos olhando o túmulo de Lázaro (João 11.33,35), mas agora Jesus chorava de uma forma diferente porque o abandono de seu discípulo doía mais que as chicotadas e os espinhos. O amor de Deus no coração de Jesus era mais forte que a dor que enfrentava.
O barulho das pessoas acusando Pedro foi interrompido pelo som do galo cantando. Mas o momento quando os olhos de Jesus e de Pedro encontraram-se, muitas lembranças, palavras e sentimentos fluíram entre os dois. Foi por isso que “Pedro, saindo dali, chorou amargamente” (v.62). Das lágrimas do mestre, misturadas ao sangue que lhe escorria, Pedro pode entender que lhe dizia: EU TE AMO!
Jesus te olha com amor!

O olhar de Jesus é cheio de amor!
-CONCLUSÃO: v.64 “vendando-lhe os olhos, diziam: Profetiza-nos: quem é que te bateu?”.
Após esta cena de Pedro ser visto pelas pessoas de maneira acusadora e depois ser contemplado por Jesus com olhos cheios de amor, os soldados vendaram os olhos de Jesus. Estavam debochando de Cristo, mas talvez não conseguissem ser mirados por aquele que com uma só palavra os havia lançado por terra (João 18.6). Contudo, nada podia fechar os olhos de Deus que via até mesmo o que se passava em seus corações.
Pedro achou que seria última vez que via aqueles olhos, mas teve outra oportunidade quando se reencontrou com Jesus e pode dizer três vezes que o amava (João 21.15-17). Também aprendeu a conviver com o olhar condenador das pessoas e a ver todos com amor de Jesus (Atos 3.4).
Jesus nos vê o tempo todo e quando voltar, poderemos ver que “os seus olhos são chama de fogo” (Apocalipse 19.2). Então não importa como as pessoas te olham ou como você mesmo se vê. Mais importante é como Jesus vê todas as coisas podendo transformar tudo.
Jesus está olhando para você!

domingo, 26 de julho de 2015

EXPONDO O EVANGELHO DE MARCOS – CAPITULO 01
A palavra evangelho significa “boas novas” (1:14-15; 8:35; 10:29; 13:10; 14:9; 16:15). O Antigo Testamento usava a palavra para “boas-novas de vitória” (1 Rs 1:42; Is 40:9; 41:27; 52:7; 61:1); e, no Novo Testamento, ela designa a mensagem de Jesus Cristo, o Filho de Deus que mor­reu pelos pecados do mundo (1 Co 15:1-8; Gl 1:6-17). Marcos dá-nos as “credenciais” pessoais de Jesus Cris­to, o Servo de Deus.
I.             Proclamação (1:1-8)
Marcos declara desde o início que Jesus é o Filho de Deus, testemunho que ele dá ao longo do livro (1:11; 3:11; 5:7; 9:7; 12:6; 13:32; 14:61-62; 15:39). Marcos cita Malaquias 3:1, no versículo 2, e Isaías 40:3, no ver­sículo 3, duas passagens que se re­ferem a João Batista, quem preparou o caminho do Senhor. Sempre que uma pessoa notável vai a uma cida­de, fazem-se reparos nas estradas a fim de facilitar a jornada delas. Na­quela época, o povo de Israel estava em um período de “deserto espiritu­al”, e João tinha de prepará-los para a chegada do Filho de Deus, o Servo (Lc 1:13-17,67-79). Ele queria tirá-los de sua escravidão espiritual em um “segundo êxodo” que os levaria à salvação.
O ministério de João foi eficaz, e as pessoas responderam com entusiasmo. Contudo, os líde­res espirituais não se arrependeram nem creram no Salvador e, no fim, permitiram que João fosse morto (11:27-33). João foi o último profeta do Antigo Testamento e apresentou o Messias à nação (Mt 11:1-19).
II.            Reconhecimento (1:9-13)
Jesus não foi batizado porque era um pecador arrependido, já que ele é o Filho de Deus sem pecados. Seu ba­tismo com água é um retrato de seu batismo com sofrimento na cruz (Lc 12:50), quando as “ondas e vagas” do julgamento de Deus vêm sobre ele (SI 42:7; Jn 2:3). Ele “cumpre toda a justiça” por intermédio de sua morte, sepultamento e ressur­reição (Mt 3:15).
A voz do Pai e o Espírito, na forma de uma pomba, reconhecem a divindade do Servo. Sua vitória sobre Satanás é uma pro­va adicional de sua filiação divina. O primeiro Adão fracassou em um adorável jardim (Gn 3; 1 Co 15:45), enquanto o último Adão derrotou o inimigo em um deserto terrível.
III.           Poder (1:14-25)
Jesus chegou à Galiléia como pre­gador e anunciava as boas-novas de que o reino de Deus chegara para os homens na pessoa do Servo do Senhor. Jesus, antes de revelar os fatos sobre sua morte na cruz, ain­da podia convidar as pessoas a crer nele para que fossem salvas.
IV.          Poder sobre o destino (vv. 16-20)
Alguns meses antes, Pedro, André, Tia­go e João conheceram Jesus e creram nele (Jo 1:35-49), mas esse era o cha­mado deles para o ministério em tem­po integral como discípulos. Zebedeu devia ter um negócio lucrativo, já que podia contratar trabalhadores, por isso a partida dos filhos não o empobreceu. Pelo menos, sete dos discípulos do Se­nhor eram pescadores profissionais Jo 21:1-2). Os pescadores têm coragem, tenacidade e disposição para trabalhar duro e sabem trabalhar em grupo. Es­sas são boas qualidades para os “pes­cadores de homens”.
V.            Poder sobre demônios (vv. 21-28)
Jesus fez seu “quartel-general” em Cafarnaum (2:1; 9:33) e partiu de lá para vários lugares do país a fim de ministrar. Ele, com freqüência, ensi­nava nas sinagogas locais e, nesse sá­bado específico, libertou um homem do poder de um espírito imundo. Mesmo os demônios têm de confes­sar que Jesus é o Filho de Deus, mas a confissão deles não os salva (Tg 2:19). Muitas vezes, Marcos registra o maravilhamento das pessoas (1:22,27; 2:12; 5:20,42; 6:2,51; 7:37; 10:26; 11:18). Essa obra de poder espalhou a fama de Jesus por outros lugares.
VI.          Poder sobre a doença (vv. 29­34,40-45)
A casa de Pedro torna-se um lugar de cura para a cidade toda! Como é importante que após a adoração levemos “Jesus para casa conosco”! O Senhor satisfaz o necessitado da casa e, depois, usa essa casa para satisfazer a necessidade dos outros. A multidão só vem no fim do sába­do, pois a tradição religiosa proíbe a cura no sábado. Todavia, Jesus já quebrara de propósito essa tradição (1:21 -28) e faria isso de novo (3:1-5; Jo 5; Jo 9). Marcos faz distinção en­tre os enfermos e os endemoninhados (1:32). Embora o demônio possa causar algumas das aflições físicas (Lc 13:10-17), nem todas as doen­ças têm origem demoníaca.
Os leprosos eram proibidos de se aproximar das pessoas; ti­nham de manter-se a distância e gritar: “Imundo! Imundo!”. (Veja Lv 13:44-46.) Contudo, esse ho­mem ouvira falar de Jesus e tinha certeza de que ele o curaria (1 Tm 2:4; 2 Pe 3:9). Tecnicamente, Jesus torna-se “impuro” quando toca o leproso, mas seu toque traz cura imediata para o homem. Para co­nhecer o ritual de restauração pelo qual o leproso curado tem de pas­sar, leia Levítico 14 e note que o ri­tual é um retrato da obra expiatória de Cristo. Marcos menciona outras três vezes a compaixão de Jesus (6:34; 8:2; 9:22).
VII.         Poder em oração (vv. 35-39)
Independentemente de quanto o Servo trabalhe para ajudar os outros, ele sempre reserva um tempo no início da manhã para estar com seu Pai (Is 50:4). Essa era a fonte de seu poder, pois Jesus serviu na terra da mesma forma que você e eu devemos servir: pela fé e depen­dendo da força do Espírito. Deus nao abençoa o esforço dos trabaIhadores que são ocupados demais para orar Oo 15:5). Se o Filho do Senhor tinha de passar um tempo em oração enquanto ministrava na terra, imagine quanto mais nós pre­cisamos orar!

sábado, 25 de julho de 2015

AS VIRGENS


MATEUS 25:1—13 — A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS — SERMÃO 020



A Parábola das Dez Virgens


Mateus 25:1—13


1 Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.


2 Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes.


3 As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo;


4 no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas.


5 E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram.


6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!


7 Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas.


8 E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando.


9 Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o.


10 E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta.


11 Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta!


12 Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.


13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.


Introdução


1. Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos.


2. A Parábola das Dez Virgens nos fala da separação entre os bons e os maus.  Esse tema continua na parábola dos talentos — ver Mateus 25:14—30 — e na descrição do pastor deparando dos bodes as ovelhas — ver Mateus 25:31—33.


3. Apenas Mateus registra essa parábola das Dez Virgens. Ela está estrategicamente colocada logo após o sermão que Jesus fez acerca do fim dos tempos. Na última parte do seu sermão, Jesus nos fala da separação entre os maus e os bons.


Mateus 24:40—41


40 Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro;


41 duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra.


4. Na parábola das Dez Virgens, cinco entram na casa do noivo e cinco encontram a por fechada e se veem impedidas de entrar.


I. A Parábola.


A. As Bodas.


1. As dez virgens são, na realidade, dez damas de companhia da noiva. De acordo com o costume local daqueles dias as mesmas se preparavam para aguardar a chegada do noivo.


2. O propósito principal de Jesus ao contar essa parábola é nos ensinar a grande necessidade que temos de estar preparados para nosso encontro com o Senhor.


3. Na cultura judaica, as meninas eram entregues em casamento entre 13 e 14 anos de idade. Muitos casamentos já eram arranjados quando do nascimento da filha. Nos dias de hoje os judeus ortodoxos costumam entregar suas filhas em casamento por volta dos 16 anos, geralmente para homens bem mais velhos. São raros os casamentos modernos entre judeus ortodoxos em que o noivo tenha idade aproximada da noiva.


4. Mas nos dias de Cristo, era costume da noiva cercar-se de dez damas de honra , que, normalmente, eram escolhidas entre suas melhores amigas, e que tinham a mesma idade dela.


5. As palavras iniciais da narrativa descrevem a cena da seguinte maneira:


Mateus 25:1


Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.


6. Essas damas, normalmente, ficavam na casa da noiva fazendo os últimos preparativos para as bodas.


7. Note que a noiva, nessa parábola, não era importante. O foco está centrado nas dez virgens, de modo especial, naquelas que são chamadas de néscias. A espera terminava quando as damas e a noiva seguiam para a casa dos pais do noivo onde as bodas deveriam acontecer.


B. As Dez Virgens e Suas Lâmpadas.




As dez virgens em Trajes Modernos


1. O texto nos diz que cinco das moças eram prudentes, enquanto cinco eram displicentes. Essas últimas levaram suas lâmpadas, mas esqueceram de levar o óleo necessário para mantê-las acesas.


2. Não devemos confundir essas lâmpadas com as pequenas lamparinas usadas dentro da casa. Como era necessário sair, no meio da noite, para ir da casa da noiva para a casa dos pais do noivo, algo mais robusto era necessário. Por esse motivo muitos acreditam que essas lâmpadas era, na realidade, tochas capazes de iluminar bem a noite.


3. No caso de estarmos falando mesmo de tochas, as mesmas eram então, longas varas com pedaços de pano envolvidos numa das pontas e encharcados com óleo. Quando acessas, essas tochas criavam um espetáculo brilhante e radioso digno duma noiva no seu dia especial.


4. Devido ao grande volume de pedaços de panos envolvidos na confecção das tochas, de acordo com os estudiosos, era necessário levar uma vasilha contendo óleo, pois a chama consumia o mesmo rapidamente. Imagina-se que a cada 15 minutos era necessário realimentar os panos com o óleo.


5. Por tudo isso, esperava-se que essas moças tivessem um suprimento adequado de óleo, uma vez que se esperava que as mesmas fizessem uma dança especial em homenagem à noiva e era necessário ter iluminação suficiente para tal evento.


6. As cinco moças displicentes chegaram na casa da noiva, totalmente despreparadas, sem o necessário reservatório de óleo que seria usado mais adiante. Quando chegou a hora do cortejo, foi que elas se deram conta do seu triste descuido.


7. Mas, eis que, de mudo súbito e inesperado, o senhor retorna e ouve que aquele servo foi irresponsável e infiel. Como ele maltratou os outros, como os explorou para benefício próprio e etc.


C. O Atraso do Noivo.


1. O noivo estava atrasado para seu encontro com a noiva. Muito diferente dos costumes do nosso dia. Isso talvez tenha ocorrido por uma discussão mais prolongada acerca de detalhes envolvendo o dote. Em Israel o dote era pago pelo noivo e sua família como uma garantia a favor da noiva em caso dela ficar viúva, ou pior, em caso dela ser repudiada pelo seu esposo.


2. Portanto, tais encontros para discutir o dote, podiam, como de fato, muitas vezes se estendiam por longas horas, entrando pela noite e até mesmo a madrugada do dia do casamento.


3. O noivo jamais poderia ir ao encontro da noiva sem que as famílias estivessem de acordo quanto ao dote e sem que o contrato de casamento estivesse assinado.


4. Enquanto esperavam, as horas se passaram e chegada a noite as damas de honra sentiram-se sonolentas. Todas as dez virgens adormeceram.


5. De repente, soa o grito: Eis o noivo. Saí ao seu encontro.


6. As damas de honra despertaram do seu sono e, rapidamente, se prepararam para encontrar-se com o noivo. Foi aí que as cinco virgens néscias perceberam que não teriam óleo suficiente para todo o cortejo e a dança prevista.


7. As virgens néscias tentaram então conseguir óleo com as virgens prudentes, mas essas perceberam que não havia óleo suficiente para ser repartido. Recomendaram então, que as néscias fossem procurar alguém disposto a vender óleo para as mesmas.


8. Elas então saíram para procuram alguém que pudesse lhes vender o óleo de que tanto precisavam. Nesse meio tempo o cortejo partiu, junto com o noivo, para a casa dos seus pais. Uma vez que o cortejo chegou ao seu destino os portões da propriedade foram fechados e ninguém mais poderia entrar para participar das bodas. Esse costume era tão mais rigoroso quanto mais rica fosse a família do noivo.


9. A cena se encerra com o noivo informando as virgens néscias que ele não as conhecia e, portanto, era impossível aceitá-las em suas bodas. Elas estavam muito, mas muito atrasadas.


Conclusão:


1. A conclusão dessa parábola é natural e se encontra nas próprias palavra de Jesus quando disse:


Mateus 25:13


Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.


2. A parábola fala da volta de Jesus. Do fato que a mesma será inesperada. Jesus é o noivo por excelência, pois ele se referiu a si mesmo como tal em:


Marcos 2:19


Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar.


3. Além disso, não podemos duvidar que no final dessa parábola temos um eco das poderosas palavras de Jesus em:


Mateus 7:21—23


21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.


22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?


23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.


4. O ensinamento de Jesus é transparente: estarão excluídos do reino de Deus todos aqueles que deixam de fazer a vontade de Deus, o Pai. Quem não fizer a vontade do pai, não poderá chamá-lo por esse nome e estará, automaticamente, alijado da possibilidade de entrar no reino eterno.


5. As virgens prudentes representam todos os crentes verdadeiros que possuem o discernimento espiritual para fazer, sempre, a vontade de Deus.


6. Note que as virgens néscias são representantes típicas da maioria das pessoas desse mundo. Elas não são facínoras. São pessoas normais, que sempre têm boas intenções, apesar de que as boas intenções podem, na realidade, serem muito perversas. Essas são as pessoas que ignoram a oferta de salvação pela graça feita por Deus, para correr atrás de suas próprias ideias seguindo ídolos, buscando direção de pessoas já morta