domingo, 23 de abril de 2017

INVEJA.

-Tema: OBRAS DA CARNE  

“Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” Gálatas 5.26


-Introdução: A inveja é uma obra da carne (Gálatas 5.21). Jesus advertiu que este sentimento vem de dentro do coração humano (Marcos 7.21-23). O mundo está “cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja” (Romanos 1.29).
Homens de Deus também sofreram inveja, como Isaque por causa de sua prosperidade (Gênesis 26.14) e Moisés por  causa de sua autoridade (Salmo 106.16). O próprio Jesus sentiu na pele a consequência deste sentimento, “pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado” (Marcos 15.10). A inveja parece ser um sentimento que movia os judeus contra os servos de Deus (Atos 5.17, 13.45 e 17.5). Por isso o apóstolo Paulo trabalha muito sobre isto com as igrejas (Filipenses 1.15).
Como vencer a inveja?
Vamos aprender o que a Palavra de Deus fala sobre a inveja:

1- A Inveja é Maligna:

Tito 3.3 “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros”.
A primeira afirmação a respeito da inveja é sua origem maligna. O próprio Satanás teve inveja de Deus e por isso deixou de ser um anjo de luz, sendo lançado fora do paraíso (Ezequiel 28.16).
A Palavra de Deus sempre alerta para “não tenhas inveja” (Provérbios 3.31; 14.30; 23.17; 24.1 e 19), principalmente direcionada a pessoas erradas, que demonstram ser melhores para atrair a inveja dos outros. Muitas pessoas são motivadas pela inveja (Eclesiastes 4.4), mas não sabem que “cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?” (Provérbios 27.4).
A inveja não é de Deus!

2- A Inveja é Enganosa:

Tiago 3.14 e 16 “Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins”.
O invejoso só consegue ver o que é do outro. Como diz o ditado popular: ‘galinha do vizinho é mais gorda’. Mas este é um engano nos olhos de quem sente inveja, porque “aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria’ (Provérbios 28.22).
Quem serve a Deus sabe que tudo o que temos vem do Senhor e ninguém pode nos tirar. Então não é preciso invejar ninguém, mas trabalhar e lutar para conquistar todos os nossos sonhos com a bênção de Deus (Salmos 37.4).
A inveja engana os olhos!

3- A Inveja não leva a Nada:

Tiago 4.2 “Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”.
A cobiça ou inveja é um dos pecados condenados nos dez mandamentos, dizendo para “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êxodo 20.17), ou seja, não devemos ter inveja de nada nem de ninguém.
Quem perde tempo sentindo inveja dos outros, deveria estar lutando por seus próprios sonhos. Deus tem coisas maravilhosas para cada um de nós. Não podemos desejar o que já é dos outros, pois assim estaríamos deixando o que o Senhor preparou para nós (I Coríntios 2.9).
A melhor forma de vencer a inveja é o trabalho!

Vença a inveja!

-CONCLUSÃO:
I Pedro 2.1 “despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências”.
Quando nos convertemos precisamos deixar tudo o que não é de Deus e buscar nos encher da presença do Senhor. O velho homem deve ser transformado, para ser uma “nova criatura” (II Coríntios 5.17).
O servo do Senhor não precisa ter medo de inveja porque sabe que sua vida está nas mãos de Deus e ninguém pode tomar o que Deus te dá e nos promete: “ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Isaías 43.13).

Não tenha medo da inveja!

EGOISMO.

-Tema: Obras da Carne   

“pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes” II Timóteo 3.2

-Introdução: Egoísmo ou discórdia é uma obra da carne, que leva ao individualismo e falta de amor. O egoísta só consegue ver a si mesmo. O seu ‘eu’ está acima de tudo, ao ponto de numa conversar falar ‘eu’ tantas vezes que demonstra o que está em primeiro lugar em sua vida.
A palavra grega do texto de Gálatas 5.20 é eritheia  (ἐριθεία) 1, que pode ser traduzida por ambição, egoísmo e rivalidade. O sentido é a busca pelos próprios interesses que provoca conflito entre pessoas. A versão RA – Revista e Atualizada traduz por “discórdia” e algumas vezes por “sentimento faccioso”, a NVI – Nova Versão Internacional traduz por “egoísmo” e a versão NTLH – Nova Tradução na Linguagem de Hoje traduz por “ambição egoísta”.
O capitalismo faz das pessoas cada vez mais egoístas e utilitaristas. Parece que as pessoas são tratadas como descartáveis. Esta coisificação das pessoas está desvalorizando o ser humano como se fosse uma mercadoria. Isso foi anunciado por Paulo a Timóteo (II Timóteo 3.2) e também como alerta de Judas sobre o comportamento egoísta das pessoas nos últimos tempos (Judas 1.16).

Como vencer o egoísmo?

Vamos estudar sobre o egoísmo e aprender sobre três remédios para vencer o egoísmo em nós mesmos:

Filipenses 2.3 “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”.

1- Siga o exemplo de Cristo:

Paulo fala aos Filipenses lamentando que haviam pessoas que “pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente” (Filipenses 1.17), porque “buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2.21). Por isso escreve um lindo hino sobre a humilhação e exaltação de Cristo como exemplo a ser seguido por nós.
Reflita sobre a humildade ensinada em Filipenses 2.1-11:
a) Sentimentos positivos: v.1 “Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias”. Uma pessoa humilde sente coisas boas e espera sempre o melhor.
b) Pensamentos bons: v.2 “completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento”. Uma pessoa humilde sempre pensa coisas boas e nunca espera o mal.
c) Modéstia: v.3 “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. A pessoa não egoísta é modesta, já o egoísta quer sempre aparecer e passar na frente dos outros.
d) Altruísmo: v.4 “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros”. A pessoa não egoísta quer o melhor para os outros. Altruísmo (outro + ismo) é o contrário do egoísmo (eu + ismo). O altruísta se preocupa com o próximo.
e) Seguir o exemplo de Jesus: v.5, 6 “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus”. Jesus é o maior exemplo de humildade, pois amou aos pecadores.
f) Esvaziar-se: v.7 “antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana”. Mesmo sendo o TUDO, Jesus se fez o ‘nada’ por nós, tornando-se humano e pequenino.
g) Humilhar-se: v.8 “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. A humildade é capacidade de suportar a humilhação e esperar que Deus nos exalte (Mateus 23.12).
h) Esperar a recompensa de Deus: v.9-11 “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Somente Deus pode honrar quem sofreu humilhação, então devemos esperar somente no Senhor e não no homem (Salmo 108.12).
Sem dúvida alguma ninguém pode ter um exemplo maior do que Jesus de mostrar como não ser egoísta e não procurar o seu ‘eu’ em primeiro lugar.
Jesus é o maior o exemplo de não egoísmo!

2- Buscar a Sabedoria de Deus:

Tiago 3.14-16 “Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins”
O que Tiago chama de ‘sentimento faccioso’ é este egoísmo, que faz a pessoa sentir-se melhor que os outros. O conselho do apóstolo mostra que a verdadeira sabedoria que vem de Deus, não pode ter egoísmo.
O egoísmo provoca muitos problemas na vida de uma pessoa, que parece desejar tornar-se como uma ilha isolado de todos, pois “o solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Provérbios 18.1). A base para este sentimento é o orgulho, que faz a pessoa pensar que pode ser melhor e que pode viver sem o seu próximo.
A Palavra de Deus alerta que “haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça” (Romanos 2.8 - NVI). A pessoa egoísta sempre está no meio de discórdias, pois não consegue aceitar a vontade do seu próximo. A sabedoria faz a pessoa reconhecer seus erros, falhas e pequenez ao invés de ser egoísta e querer tudo para si mesmo.
A sabedoria cura o egoísmo!

3- Receba o verdadeiro amor de Deus:

I Coríntios 13.5 “não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal”.
Quem ama de verdade não procura seus próprios interesses. Por isso a Palavra de Deus oriente que “ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem” (I Coríntios 10.24). O amor vence o egoísmo porque “encobre multidão de pecados” (I Pedro 4.10).
Infelizmente estamos vivendo um tempo como Jesus avisou que “por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24.12). Precisamos mostrar o amor de Deus para as pessoas, demonstrando que não buscamos nossos interesses, mas acima de tudo devemos buscar a vontade de Deus (Romanos 12.2).
Jesus disse que o maior mandamento é o amor a Deus e ao “próximo como a ti mesmo” (Marcos 12.31). Então a primeira referência do amor é Deus, a segunda o próximo e em terceiro lugar vem o ‘eu’. Quem conhece o verdadeiro amor de Deus, também tem o amor próprio, que já está em falta na vida de muitas pessoas. Somente através do amor de Deus podemos amar as pessoas e não ser egoístas.
O melhor remédio para o egoísmo é o amor!

Não seja egoísta!

-CONCLUSÃO:
O apóstolo Paulo escrevendo aos Filipenses, lamenta a ausência de pessoas com este tipo de sentimento e recomenda Timóteo dizendo que “a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses” (Filipenses 2.20), mas que Timóteo cuidaria dos interesses da igreja e dos irmãos. De fato se naquele tempo, pessoas assim eram raras, muito mais nos dias atuais.
Estes três remédios são indicados pela Palavra de Deus para curar o egoísmo: seguir o exemplo de Cristo que não procurou seus interesses, buscar a sabedoria de Deus que nos ensina a ser pessoas melhores e conhecer o amor de Deus, que é o melhor remédio contra o egoísmo.

Jesus te cura do egoísmo!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

OBRAS DA CARNE - ÍRA.

-Tema: OBRAS DA CARNE   

Tiago 1.19,20 “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”
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-Introdução: A ira é uma obra da carne (Gálatas 5.20). Jesus disse que não devemos nos irar contra o nosso irmão (Mateus 5.22). Por isso precisamos cuidar melhor de nossas emoções e controlar a ira dentro de nós.
Como o apóstolo Tiago disse, devemos ser “tardio para se irar”, ou seja, se sentirmos a ira, devemos nos conter para não apressar em reagir, sendo também “tardio para falar”.

Como vencer a ira?

Vamos aprender mais sobre a ira e entender como vencer este sentimento:


Podemos entender a ira em dois tipos básicos que a motivem, para ajudar a definir a situação.

1- Tipos de Ira:

Tipos de ira:
a) JUSTA: A ira justa é quando a pessoa tem a razão por uma causa honesta. Mesmo assim não é necessário reagir de forma negativa. Em muitos casos a pessoa até tem razão, mas a perde por reagir de forma errada. Moisés se irou contra o povo de Israel justamente, pois o povo pecou contra o Senhor, mas Deus não se agradou da atitude de Moisés (Números 20.10 e 11). O Rei Assuero ficou irado com sua primeira esposa Vasti, por um motivo justo e a abandonou, mas sua intenção de se vigar de todas as outras mulheres estava errado (Ester 2.1).
b) INJUSTA: A ira injusta é por algo que não tem motivo para ficar nervoso, ou que não seja necessário se irar. Algumas pessoas nem sabem porque estão com raiva de alguma coisa. Penina irritava Ana provocando-a sem necessidade (I Samuel 1.6,7). Jonas ficou irado contra o povo de Nínive e até com a planta que morreu, por isso Deus lhe perguntou: “é razoável esta tua ira?” (Jonas 4.1-4). Sambalate e Tobias ficaram irados quando Neemias começou a restaurar os muros de Jerusalém e estavam motivados por razão injusta, pois não queriam o bem do povo (Neemias 4.7).
O primeiro desafio da pessoa irada é conseguir saber se a sua ira é justa ou injusta. Independente de ter ou não a razão da causa, não é preciso reagir de forma exaltada, que pode ter consequências ruins, porque “todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (I Coríntios 10.23).
Mesmo se a causa da ira for justa não faça injustiça!

2- Níveis da Ira:

Embora as palavras sejam sinônimas, podemos usá-las para definir alguns níveis da ira, para diagnosticar em que ponto a pessoa chega com este sentimento.
Níveis de ira:
a) RAIVA: a raiva é um sentimento ruim que vem sobre a pessoa repentinamente por causa de algo que lhe aborrece ou não concorda, causando irritação (Salmo 37.7). Saul passou a ter raiva da prosperidade e fama de Davi e um espírito mau o perturbava (I Samuel 18.10).
b) FÚRIA: a fúria acontece quando a ira se torna comum e a pessoa já se torna iracunda (Provérbios 29.22) e sai fora de si toda vez que algo lhe aborrece, estando sempre disposta a brigar “porque prepararam o coração como um forno, enquanto estão de espreita; toda a noite, dorme o seu furor, mas, pela manhã, arde como labaredas de fogo” (Oseias 7.6). Esaú teve um ataque de fúria quando soube que foi enganado por seu irmão Jacó (Gênesis 27.44).
c) CÓLERA: a cólera é uma ira já incontida, uma doença emocional que a pessoa não se domina mais, sendo capaz de fazer loucuras. Como Caim que ficou irado com Abel e o matou (Gênesis 4.5,6). O Faraó que sentiu cólera contra bebês recém nascidos (Hebreus 11.27), uma raiva tão grande e sem explicação (Salmos 106.23) e Herodes se irou contra os reis magos e mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia na cidade de Belém, querendo matar o Messias (Mateus 2.16). Nabucodonosor ficou irado contra os três jovens que não se prostraram diante da sua estátua e mandou acender a fornalha sete vezes mais, como estava também a sua ira acesa (Daniel 3.19).
Um segundo desafio é reconhecer em que nível está a ira da pessoa, se é apenas uma raiva, se já se tornou uma fúria incontrolada ou se tornou uma doença que faz a pessoa ser colérica diante qualquer situação.
Descubra em que nível está a sua ira!

3- O que provoca a Ira:

Descobrir as razões que provocam a ira é uma coisa muito importante. Uma vez que se sabe o que causa este sentimento, então é possível prever e se antecipar para não ser surpreendido.
Alguns textos bíblicos que citam sobre causas da ira são:
a) MÁS INFLUÊNCIAS: Provérbios 22.24 “Não te associes com o iracundo, nem andes com o homem colérico”. Provérbios 21.19 “Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda”. Uma pessoa com má influência pode provocar iras e vários problemas (I Coríntios 15.22).
b) FINGIMENTO: Provérbios 25.23 “O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado”. É muito triste conviver com pessoas fingidas e muitos não conseguem controlar sua ira diante disso.
c) IMPACIÊNCIA: Eclesiastes 7.9 “Não te apresses em irar-te, porque a ira se abriga no íntimo dos insensatos”. Provérbios 11.23 “O desejo dos justos tende somente para o bem, mas a expectação dos perversos redunda em ira”. A pressa causa ansiedade, que pode se tornar nervosa gerando a ira.
Tome cuidado se tem alguém que te provoca a ira. Aprenda a perdoar, mas se for preciso evite (Salmos 1.1 e Romanos 12.18). Em caso de fingimento, apenas espere em Deus que revela toda a verdade com o tempo (Marcos 4.22). Controle sua impaciência buscando ao Senhor em oração (Filipenses 4.6).
Descubra as causas de sua ira!

4- Consequências da Ira:

Salmos 37.8 “Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal”
O salmo acima declara que as consequências da ira sempre serão ruins. Por isso precisamos pensar que não vale a pena ficar irado e se desgastar. Quem é manso sabe que tem herança sobre a terra, então espera e depois consegue vencer tudo (Mateus 5.5).
Algumas consequências da ira são:
a) LOUCURAS: Provérbios 14.17 “O que presto se ira faz loucuras, e o homem de maus desígnios é odiado”. A pessoa irada não consegue pensar direito e faz besteiras, parecendo estar fora de si.
b) DANOS: Provérbios 19.19 “Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo”. Quando a pessoa está irada sempre perde alguma coisa. Tem pessoas que descontam sua raiva destruindo objetos e com isso fica no prejuízo.
c) CONTENDAS: Provérbios 15.18 “O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta”. A pessoa iracunda é quem já tem o costume de se irar e por isso provoca confusão por onde passa.
d) AMBIENTE PESADO: Provérbios 27.3 “Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra”. O ambiente onde há ira se torna um lugar pesado e difícil de se relacionar, parece que as coisas não fluem.
e) ATRAPALHA A COMUNHÃO COM DEUS: I Timóteo 2.8 “Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade”. A ira se torna um empecilho para a vida de oração e a vida devocional fica comprometida, bem como a comunhão com o próximo.
Visto que as consequências da ira são tão negativas, então não vale a pena se desgastar ficando irado com as pessoas. Precisamos pensar antes de reagir.
Cuidado com as consequências da ira!

5- Controlando o sentimento de ira:

A questão final é como controlar este sentimento de ira. Algumas dicas para reagir positivamente e vencer a ira são:
a) FALE BAIXO: Provérbios 15.1 “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita aira”. Mesmo que a pessoa fale com você em tom alto, evite responder no mesmo tom ou falar mais alto. Isso só provoca gritaria, que se torna confusão “longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Efésios 4.32).
b) BUSQUE SABEDORIA: Provérbios 29.8 e 11 “Os homens escarnecedores alvoroçam a cidade, mas os sábios desviam a ira” ... “O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime”. A pessoa sábia também sente ira, mas sabe se conter e segurar-se para não reagir de forma errada.
C) DEIXE PASSAR: Efésios 4.26 “irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira”. A ira tem prazo de validade na vida do cristão. A cada dia a misericórdia do Senhor se renovam em nossas vidas (Lamentações 3.23). Não podemos guardar mágoas que se tornam “raiz de amargura” (Hebreus 12.15).
d) NÃO FALE NADA NA HORA DA RAIVA: Provérbios 12.16 “A ira do insensato num instante se conhece, mas o prudente oculta a afronta”. Às vezes é melhor não falar nada na hora e deixar para depois, quando tudo estiver calmo e os ânimos não estão exaltados.
d) DESCANSA: Salmo 4.4 “irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai”. O descanso e a reflexão sempre são positivos para a pessoa que foi provocada à ira. Não adianta apavorar.
A ira pode ser controlada na vida de um cristão que tem o fruto do Espírito da “mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5.23). Devemos aprender com Jesus que é “manso e humilde de coração” (Mateus 11.29). A ira não pode te dominar, mas você pode controlar ela (I Coríntios 6.12).
Você pode controlar a ira!

Vença a ira!

-CONCLUSÃO:
A ira pode ser vencida através do amor de Deus que encobre “multidão de pecados” (I Pedro 4.10). Busque a presença de Deus que te ajudará a superar tudo em sua vida.
Um conselho para aplacar a ira de uma pessoa é presenteá-la como fez Jacó quando foi reencontrar seu irmão Esaú, que há tanto tempo estava irado com ele. Jacó enviou sete grupos à sua frente com presentes (Gênesis 32.1-19), mas um abraço foi o suficiente para resolver tudo (Gênesis 33.4). Por isso o sábio disse que “o presente que se dá em segredo abate a ira, e a dádiva em sigilo, uma forte indignação” (Provérbios 21.14). Mas acima de tudo a humildade pode ser uma ferramenta para demonstrar amor à pessoa irada com uma única palavra ‘mágica’: perdão!

A ira pode ser vencida com o amor!

terça-feira, 18 de abril de 2017

A COROA E A CRUZ,O CRISTO SOFREDOR E O MESSIAS VENCEDOR.

“há de vir o messias, chamado cristo; quando ele vier, nos
 
anunciará todas as coisas” João 4.24


-Introdução: A cruz e a coroa são símbolos do Cristo sofredor e do Messias vencedor. Quando Jesus veio ao mundo todos esperavam um Messias que fosse um libertador, guerreiro e valente que derrotasse todos os inimigos do povo de Deus. Quando surge um profeta, carpinteiro, humilde e que morreu numa cruz, muitos não conseguiram entender. Mas quando falamos do Messias vencedor e do Cristo sofredor estamos falando da mesma pessoa: Jesus.
As palavras Messias (hebraico1 = מָשִׁיחַ)  e Cristo (grego2 = Χριστός), são sinônimas e significam ‘ungido’ (João 1.41). A qualidade de alguém que tem a unção ou consagração para salvar o seu povo3. O termo messias ou ungido era usado como substantivo tanto para sumo sacerdotes (Levíticos 4.3, 5, 16; 6.22), profetas (I Reis 19.16), patriarcas (Salmo 105.15), reis (I Samuel 26.9, 11, 16, 23), como também adjetivo de alguém com carisma especial de libertador, quer seja um líder do povo e principalmente um rei.

Jesus é o seu Rei?

Vamos refletir sobre as expressões Cristo e Messias com seus significados nas Escrituras e os símbolos da coroa e da cruz:

1- A COROA do Messias vencedor:

O Messias vencedor era o esperado Rei dos Judeus e esta foi a condenação de Jesus na cruz (João 19.19). Mas a única coroa que Jesus levou foi de espinhos e uma túnica real que foi para escárnio (João 19.2-5).
A mensagem messiânica era essencialmente uma fonte de esperança para o povo4. Os  líderes do povo eram a fonte de esperança, por isso podiam ser chamados de ungidos. O povo se espelhava nestes líderes esperando que entre eles se levantasse um libertador. Este tipo de pensamento se tornava mais forte em períodos de repressão como no cativeiro babilônico e principalmente durante a revolta dos macabeus (confira o livro apócrifo de I Macabeus 4.11,30 e 9.21).
No caso de Ciro (Isaías 45.1), que mesmo sendo gentio foi chamado de ungido. Este uso específico da palavra reflete que o conceito do messias era propriamente político e somente no Novo Testamento se desenvolve a ideia do líder religioso ou salvador espiritual5. Até então, mesmo um idólatra como Ciro poderia ser ungido se agisse politicamente favorável ao povo judeu para sua libertação.
As características do esperado messias foram sendo definidas com o tempo, começando com a eliminação das descendências de Cam, de Ismael, de Esaú6. Depois o adjetivo messias passou a se referir especificamente a um descendente de Davi7, devido à promessa feita a este (II Samuel 7.13). Os Salmos desenvolvem a esperança do messias sendo cantada pelo povo mostrando o perfil ideal de um ungido8.  O profeta Isaías também apresenta várias profecias a respeito do messias fortalecendo esta esperança popular9.
A promessa do messias demonstra um sentido crescente nas Escrituras. Desde Eva como o “descendente” (Gênesis 3.15), para Abraão como sua “semente” (Gênesis 12.7), para Moisés como “profeta” (Deuteronômio 18.18,19), para o povo como um sacerdote intercessor e até que a partir de Davi, tomou a figura da realeza (Atos 2.30).
A primeira profecia sobre o messias como rei pode ser as palavras de Balaão sobre o “cetro” que haveria de governar com justiça (Números 24.17). Contudo, nos textos do Antigo Testamento a expressão mais próxima referente ao messias como salvador espiritual, ou pastor seria a citação da profecia de Daniel 9.25,26.
Uma das designações do Messias na Bíblia é a de ‘príncipe’10, revelando o caráter político alcançado pela expressão. Este pensamento de que o messias seria um guerreiro pode ser proveniente de escritos extra bíblicos da época, como Saltério de Salomão, Oráculos Sibilinos e Fílon de Alexandria mostram profecias de que o Messias lutaria pela libertação do povo numa grande batalha, quando expulsaria os estrangeiros de Israel. Já outros apócrifos como os apocalipses de Baruque e de Esdras, prometem a restauração por meio de julgamentos Divinos em conjunto com as ações do messias11.
Até mesmo no Novo Testamento percebe-se a ideia do messias político através da expressão “filho de Davi” comumente referindo-se a Jesus, como fruto da esperança de um retorno da dinastia davídica. Os próprios discípulos mostram este sentimento (Mateus 20.20,21; Lucas 24.21 e Atos 1.6).
Jesus Cristo é o Messias!

2- A CRUZ do Cristo Sofredor:

O Cristo sofredor levou a cruz e morreu para a salvação dos pecadores. Não teve vergonha de sofrer, mas se humilhou até a morte de cruz (Filipenses 2.1-11). Mas sabia que como Rei e Senhor seria coroado de glória eternamente (Apocalipse 14.14).
Jesus deixou claro seu propósito pastoral quando dizia que o povo era como ovelhas sem pastor (Mateus 9.33 e Marcos 6.34). Talvez seja devido a isso, que no contexto neotestamentário prefere-se o termo grego Cristo, que mesmo sendo sinônimo de messias, toma um sentido mais religioso para diferenciar o verdadeiro propósito de Jesus.
Jesus revela para seus discípulos que deveria sofrer (Mateus 16.21), algo que para eles seria inadmissível para o cristo. Mas deixa claro que “está escrito sobre o Filho do Homem que sofrerá muito e será aviltado” (Marcos 9.12). Esta face desfigurada do Messias Vencedor era o que ninguém queria ver, mas Jesus cumpriu (Isaías 52.14).
O Cristo que “não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Isaías 53.2) não era tão esperado e anunciado como o Messias guerreiro e foi por isso que muitos não reconheceram Jesus.
O Cristo sofredor lutou sim e muito, contra a carne o diabo (Mateus 4.1-11), grandes inimigos da humanidade e também venceu a própria morte (I Coríntios 15.54). Em tudo Jesus foi vencedor para sempre conquistando a vitória.
Todo o sofrimento de Cristo foi por cada um de nós (II Coríntios 1.5), para nos garantir a salvação (Filipenses 3.10) e a consequência foi receber a glória de Deus (I Pedro 1.11), “por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hebreus 2.9). Por isso somos convidados a ser testemunhas de seu sofrimento para também participar de sua glória (I Pedro 4.13 e 5.1).
A vitória de Cristo na cruz é a nossa vitória. Com Cristo aprendemos que não há vitória sem luta, que após a dor vem a alegria e após a cruz vem a ressurreição (Romanos 6.5).
Cristo sofreu por você!

Jesus Cristo é o Messias!

-CONCLUSÃO:
A coroa de Cristo foi encravada em sua cabeça e levou a sua cruz, mas depois de sua ressurreição saiu vitorioso como Rei e Senhor para todo o sempre. Se Jesus é o ungido de Deus, então Ele é o Messias, o Cristo que veio para nos salvar. O anticristo nega que Jesus é o Messias e o Cristo, mas nós o confessamos como Senhor (I João 4.1-5).
Sabemos que Jesus é o Messias, porém não é um guerreiro com armas humanas. Jesus é o ungido de Deus para salvar a humanidade. Contudo, se fez o Cristo sofredor, que sofreu e morreu por nossos pecados (Isaías 53). Mas a morte não o venceu e por isso Jesus é vencedor (I Coríntios 15.54,55). O mais importante é conhecer a Jesus e saber que sofreu por sua vida e agora é o Senhor sobre tudo na “majestade nas alturas” (Hebreus 1.3). Como João Batista fez devemos reconhecer o único Messias, pois “convém que Ele cresça e que eu diminua” (João 3.30).

Jesus Cristo é o Messias!