terça-feira, 18 de abril de 2017

OS SETE MILAGRES DA CRUZ.

-Tema: CONVERSÃO   
Mateus 27.45-60

-Introdução: Milagre é tudo o que vem de Deus e acontece de forma extraordinária. Cada detalhe da crucificação de Jesus foi profetizado para mostrar a soberania de Deus. Não foi simplesmente o Império Romano ou os judeus que assassinaram Jesus, mas Ele que se entregou voluntariamente pela salvação da humanidade. Tudo que aconteceu naquela cruz foi um milagre seguido por outro.
OBSERVAÇÃO: Esta mensagem se refere à cruz de Cristo apenas, pois um crucifixo tem qualquer tipo de poder.

Quais foram os milagres da cruz?

Vamos refletir alguns fatos extraordinários que aconteceram enquanto Jesus estava na cruz:

Mateus 27.45 “Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra”.

1- Trevas sobre a terra:

O primeiro fato extraordinário que aconteceu na cruz foi que houve trevas durante três horas, do meio dia até ás três da tarde. Justamente um horário em que o sol estaria mais forte. Mas naquele dia não havia luz, pois a luz do mundo, que é Jesus (João 8.12), estava em nosso lugar pendurado sobre a cruz e as trevas do pecado eram evidentes sobre a humanidade.
Este fato não apenas um eclipse solar coincidente. Foi Deus que fez apagar-se a luz do sol, mesmo que possa ter usado a lua para o encobrir. Naquele momento era preciso mostrar para toda a humanidade a realidade das trevas em que o mundo vivia sem Deus.
As trevas mostram a consequência do pecado!

2- O Sacrifício da hora nona:

Mateus 27.46 “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”.
O segundo fato extraordinário foi que Jesus se entregou na hora nona. A hora nona corresponde às três horas da tarde. Era neste momento que comumente se faziam o “sacrifício da tarde” (Salmo 141.2), quando se oferecia um cordeiro (Êxodo 29.41) e comumente se tornou um momento de oração (Esdras 9.5; Daniel 9. 21; Atos 3.1 e 10.30).
Foi nesta hora que Jesus orou a Deus recitando em hebraico o texto do Salmo 22.1 “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Esta oração revela a condição do ser humano sem Deus e Jesus ali na cruz representava a humanidade carente da salvação.
Também não foi por acaso que Jesus morreu justamente na hora nona. Ele se entregou voluntariamente por nós como Cordeiro de Deus (João 1.29). Esperou até a hora certa de sem entregar como sacrifício de um cordeiro que seria para sempre para a remissão de nossos pecados (Hebreus 9.26).
Jesus se entregou como sacrifício na hora certa!

3- O Véu foi rasgado:



Mateus 27.51 “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo...”.
O terceiro fato extraordinário foi que no momento em que Jesus se entregou, morrendo por nós, o véu do santuário se rasgou. Este véu fazia separação entre o Santo dos Santos e o santuário (Êxodo 26.33). Somente o sumo sacerdote poderia entrar ali uma vez ao ano (Êxodo 30.10 e Hebreus 9.25). Jesus se tornou o nosso “sumo sacerdote para sempre” (Hebreus 6.20). O pecado fazia separação entre o homem e Deus (Isaías 59.2), mas em Jesus encontramos o perdão.
Dois detalhes extraordinários: O véu foi rasgado “em duas partes” porque a antiga aliança se passou e começa uma nova aliança em Cristo (Hebreus 8.8). Também o véu foi rasgado “de alto a baixo”, pois quem o  rasgou não foi o homem, mas o próprio Deus. A partir de agora não há mais separação e podemos “entrar no santo dos Santos, pelo sangue de Jesus” (Hebreus 10.19).
O véu se rasgou e não existe mais separação!

4- O Terremoto:

Mateus 27.51b “... tremeu a terra, fenderam-se as rochas”.
O tremor de terra que aconteceu justamente na hora da morte de Jesus também não foi coincidência. Não foi um tremor qualquer, pois as rochas se fenderam com tamanha força.
O que fez abalar a terra foi a voz de Deus, pois “aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu” (Hebreus 12.26). Isso aconteceu para mostrar o poder de Deus. Toda a terra não suportava o peso da glória de Deus, nem mesmo o juízo da condenação do pecado.
Quando Jesus morreu por nós, toda a estrutura do pecado mundano foi abalada (Hebreus 12.27) e se estabeleceu o Reino de Deus para aqueles que se firmam na rocha inabalável que é Cristo (Hebreus 12.28).
O terremoto abalou o sistema de pecado!

5- Ressurreições:

Mateus 27.52,53 “abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos”.
O quinto fato extraordinário ocorrido enquanto Jesus estava sobre a cruz, foi que pessoas ressuscitaram. Esta ressurreição foi algo sobrenatural, nunca antes havia acontecido nada igual. O que impressiona é que foram muitas pessoas, então não foi um fato isolado.
Este fato aconteceu para testemunho a respeito do poder de Jesus e para garantir antecipadamente a sua ressurreição. Estas pessoas eram santos, homens e mulheres de Deus, que certamente eram conhecidos do povo e foram reconhecidos. Estes ‘muitos’ que ressuscitaram também apareceram a outros ‘muitos’ que foram testemunhas disso.
Estas ressurreições no momento da morte de Jesus, serviu para lembrar o que “disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25). Embora tenha morrido, Jesus sempre foi a vida e venceu a morte.
As ressurreições revelam o poder da vida em Jesus!

6- A conversão do centurião:

Mateus 27.54 “O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus”.
Outro fato extraordinário ocorrido na cruz foi que um soldado romano se rendeu a Cristo. Este centurião certamente era o chefe da escolta destacada para aquela missão. O exército romano era conhecido por sua crueldade e seus soldados precisavam demonstrar bravura. Muito mais um centurião deveria ser insensível na execução de qualquer pena. Por isso este fato foi extraordinário.
Os próprios executores de Jesus tiveram que reconhecer o seu poder. O centurião percebeu que não era um criminoso que estava naquela cruz e rendeu-se aos pés de Jesus. A salvação já havia sido dada por Jesus na cruz e alcança imediatamente as primeiras almas carentes de perdão que estavam ali junto a cruz.
A salvação de nossas almas é o maior de todos os milagres que podemos esperar e foi isso que aconteceu na cruz de Cristo. Jesus em seu ato redentor perdoou e salvou toda a humanidade por amor (João 3.16).
O milagre da salvação aconteceu na cruz!

7- O Sepultamento:

Mateus 27.57-60 “Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue. E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou”.
O sétimo fato extraordinário que aconteceu na cruz foi o sepultamento de Jesus. As pessoas condenadas a crucificação não tinham direito a sepultura. Seus corpos ficavam pendurados para apodrecer e ser devorados por aves de rapina1. Mas sepultamento de Jesus mostra que o propósito de Deus é maior do que as leis humanas.
Para se cumprir a profecia de que “designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte” (Isaías 53.9), foi preciso que José de Arimateia e Nicodemos, usados por Deus, intervissem. Se não houvesse ninguém influente na época, isto certamente não aconteceria, pois os condenados não tinham ninguém para interceder por eles. Mas José de Arimateia “dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus” (Marcos 15.45). Nicodemos e José de Arimateia, que antes tinham medo de assumir sua fé, agora se expuseram por amor ao seu Senhor.
O sepultamento de Jesus foi extraordinário!

A cruz é um milagre para você!

-CONCLUSÃO:
Tudo o que aconteceu na cruz foi extraordinário. Cada detalhe foi para que milagres aconteçam sobre nós. As trevas sobre a terra revelam que a púnica luz é Jesus. O sacrifício da hora nona mostra que Jesus intercedeu e se entregou por nós como Cordeiro de Deus. O véu se rasgou para tirar toda separação e nos dar livre acesso a Deus. O terremoto abalou as estruturas do pecado e do mundo. As ressurreições comprovam o poder de Jesus sobre a morte. A salvação do centurião indica que a salvação já estava disponível naquela cruz. O sepultamento de Jesus mostra que o propósito de Deus está acima das leis humanas.

Receba o milagre da cruz!

domingo, 2 de abril de 2017

ENCINAMENTOS DE JESUS.


A IMAGEM E A SEMELHANÇA.

-Tema: VIDA CRISTÃ
“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” Gênesis 1.27

-Introdução: Desde que a humanidade pecou, está em busca da semelhança que perdeu. Por causa do pecado, o ser humano se diferenciou do seu Criador e se escondeu do Senhor (Gênesis 3.8). Adão foi criado à semelhança de Deus (Gênesis 5.1), mas a partir do pecado passou a gerar filhos à sua imagem e semelhança de pecador (Gênesis 5.3).
Podemos ilustrar esta busca pela imagem e a semelhança, com um passarinho na janela, que se ilude com o reflexo de sua própria imagem no vidro brinca como se houvesse ali um outro passarinho. Pode-se perceber neste comportamento, duas realidades que estão presentes na vida humana: virtual e espiritual. Embora esteja diante de uma imagem de fato, na verdade é apenas algo virtual, não existe outro passarinho ali. Mas por outro lado, também nos ensina sobre o que fazemos, em busca da realidade espiritual, crendo que existe algo além do que vemos.

O que é virtual e o que é espiritual?

Vamos refletir sobre estas duas realidades:

Tiago 1.23,24 “Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural, pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência”.

1- A Realidade virtual -busca pela semelhança:

A reação do passarinho na janela bicando o vidro, como se ali estivesse um companheiro/a, se torna para ele uma realidade virtual. Não há outro passarinho ali. Mas ele está em busca de relacionamento. Por isso interage insistentemente. 
A realidade virtual, está em alta nos últimos tempos através da tecnologia da comunicação. Cada vez mais são criados aparelhos que produzem sensações e contatos com pessoas. Mas é apenas algo virtual. A pessoa não está ali. Esta é a busca do ser humano pela semelhança do seu próximo. Uma busca por relacionamentos.
Precisamos tomar cuidado com os excessos nos relacionamentos virtuais, para que não se tornem algo apenas ‘virtual’ e não sejam reais. Isso pode ser percebido, quando as pessoas se comunicam com quem está longe e desprezam (sem perceber) aqueles que estão diante de si. Precisamos amar o nosso próximo porque ele foi criado à imagem e semelhança de Deus, assim como nós (Marcos 12.20,21). Se a tecnologia servir para demonstrar amor realmente, então será bem-vinda.
As pessoas têm necessidade de se relacionar com o próximo e de encontrar alguém semelhante. Esta busca começou desde que o ser humano pecou e cada vez mais se distancia de seu Criador (Isaías 59.2) e também do seu próximo. Por isso as pessoas se agrupam com pessoas com pensamentos em comum para sentirem-se semelhantes a alguém.
Cuidado com relacionamentos virtuais!

2- A realidade espiritual - busca pelo sobrenatural:

I Coríntios 13.4 “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido”.
 A insistência do passarinho todos os dias na janela mostra que ele entende mais do que pensamos que possa entender. Ele está em busca de algo ou de alguém. Procura por algo que está além do vidro. Este comportamento pode ilustrar como fazemos também. Somos seres espirituais e sentimos necessidade de buscar a Deus espiritualmente (João 4.24).
Esta busca dentro do ser humano se passa através da realidade espiritual. Quando entendemos que precisamos buscar a Deus e voltar à semelhança perdida com o Criador (Romanos 3.23). Enquanto estamos nesta terra, podemos visualizar apenas um reflexo do que Deus tem para nós nos céus (Salmos 27.13), mas quando chegarmos a glória, veremos nitidamente (I Coríntios 2.9).
A nossa vida espiritual precisa ser alimentada e nutrida com a Palavra de Deus, além de exercícios como a oração, louvor e jejum. Isso deve ser feito constantemente e com certo esforço (Mateus 11.22). Quanto menos uma pessoa se alimenta, mais se enfraquece. Um dos primeiros sintomas de uma enfermidade é a falta de apetite. O pecado faz a pessoa não desejar mais se alimentar espiritualmente.
O retorno à semelhança com o Criador, seria impossível para a humanidade, mas Deus enviou Jesus para vir e ser semelhante ao ser humano (João 3.16). Cristo revelou a presença de Deus para que aprendamos a viver como Ele e encontrar o caminho do retorno à semelhança.
Alimente sua vida espiritual!

Você é a imagem e semelhança de Deus!

-CONCLUSÃO:
II Coríntios 3.18 “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.
Estamos como um passarinho bicando no vidro da janela, procurando alguém para nos relacionar através da realidade virtual e na constante busca pela semelhança através da realidade espiritual.
Assim como as pessoas, se tornam mais parecidas através de um relacionamento próximo, também precisamos nos aproximar de Deus para aprender com o Senhor e buscar o retorno à semelhança que nos criou.
Procure ser semelhante a Jesus!

TIPOS DE MENTIRA.

  
Salmos 120.2 “SENHOR, livra-me dos lábios mentirosos, da língua enganadora”.

-Introdução: Por mais dura que seja a verdade, sempre será o melhor. Por mais bela que pareça uma mentira, um dia será revelada de forma triste e decepcionante.
Jesus disse que o diabo é “mentiroso e pai da mentira” (João 8.44) e que como filhos de Deus não podemos mentir, mas andar no caminho da verdade, que é Cristo (João 14.6). Então devemos lutar contra todo tipo de mentira que se disfarça para no convencer.
As melhores formas de detectar uma mentira são o tempo, que revela todas as coisas (I Coríntios 5.4) e também a Palavra de Deus, que traz a luz toda a verdade (Efésios 5.9).

Quais são os tipos de mentiras?

Vamos aprender sobre cinco tipos de mentiras:


II Coríntios 11.3
 “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo”.

1- ENGANO:

O engano é uma forma de mentira que traz o dolo de mentir propositalmente (Provérbios 12.5). Seria como ‘fazer de bobo’ a pessoa para lhe trapacear. Infelizmente existem pessoas que sentem prazer nisso (Provérbios 26.24). Contudo, não devemos participar de enganações nem de brincadeira (Provérbios 26.18,19).
Um forte exemplo de engano citado na Bíblia é a chamada “balança enganosa” (Provérbios 11.1; 20.23), que era uma forma de fazer com que o peso de um produto pareça mais do que realmente é, o que consiste em desonestidade.
O próprio coração pode ser enganado por si mesmo, pois “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9). Nos últimos tempos “muitos enganadores têm saído pelo mundo a fora” (II João 1.7), pois o engano é uma especialidade do anticristo e seu sistema (Daniel 8.25). O próprio Satanás usa disfarces para enganar as pessoas (II Coríntios 11.14).
Não aceite engano em sua vida!

2- SOFISMA:

II Coríntios 10.4 “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas”.
O sofisma é uma mentira tão bem contada, que parece até uma verdade. No tempo clássico dos filósofos gregos, havia uma corrente filosófica chamada de sofistas, que eram oradores inteligentes contratados para dissertar a respeito de qualquer assunto, dependendo de quem lhes pagasse mais. Estes filósofos sofistas usavam a arte do convencimento para argumentar sobre as causas que eram patrocinados1.
Um exemplo de sofismas nos dias atuais são as estratégias de marketing, como o ‘papai Noel’ e o ‘coelhinho da páscoa’, que embora todo mundo sabe que não existem, mesmo assim são usados por todos.
Como cristãos, precisamos buscar ter a “mente de Cristo” (II Coríntios 2.16) e “transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12.2). O apóstolo Paulo sabia refutar a filosofia, alertou claramente para ter “cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas” (Colossenses 2.8). Por isso Paulo deixou bem claro que os sofismas devem ser anulados em nossas vidas desde que fomos libertos pela verdade de Cristo (João 8.32).
Não acredite em sofismas!

3- FALSIDADE:

Salmos 12.2 “Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido”.
A falsidade ou fingimento é uma das mentiras que mais ferem as pessoas, pois os mentirosos usam como máscaras e conseguem enganar as pessoas (Provérbios 12.20). Como os Gibeonitas que enganaram o povo de Deus, quando “usaram de estratagema, e foram, e se fingiram embaixadores, e levaram sacos velhos sobre os seus jumentos e odres de vinho, velhos, rotos e consertados” (Josué 9.4).
Nos tempos atuais quase tudo pode ser pirateado ou falsificado. As pessoas estão se acostumando com coisas falsas, o que demonstra uma inversão dos valores (Levíticos 19.11).
Na vida cristã é preciso aprender a “falai a verdade em amor” (Efésios 4.15), pois não é devemos ofender ninguém, mas também não podemos ser falsos, e sim “desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios” (Provérbios 4.24). A sabedoria que vem de Deus não tem fingimento (Tiago 3.17). O Senhor não se agrada de nenhum tipo de fraude que é falsidade (Salmos 5.6 e 101.7).
Evite todo tipo de fingimento ou falsidade!

4- ILUSÃO:

II Timóteo 4.4 “e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”.
As ilusões, fantasias ou fábulas são tipos de mentiras que se tornam cada vez mais populares. Filmes de ficção cientifica, que todos sabem não ser verdade atraem as pessoas. Quanto mais mentirosa e absurda for uma história, mais tem popularidade. Parece que a realidade da vida está tão difícil, que as pessoas preferem o que é surreal como entretenimento.
A Palavra de Deus nos diz para não deixar que nossos olhos sejam levados por fantasias (Salmos 73.7). Mágicas e outros tipos de espetáculos que são baseados em coisas ilusórias também são formas de mentir ou enganar as pessoas (Atos 8.9,11).
As fábulas são histórias onde seres irracionais se tornam personagens principais e coisas inanimadas ganham vida, portanto se baseiam em mentiras, que não são dignas de ser divulgadas, “mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade” (I Timóteo 4.7). Várias vezes o apóstolo Paulo fala sobre tomar cuidado e não perder tempo com fábulas (I Timóteo .14 e Tito 1.14).
Não perca tempo com fábulas e ilusões!

5- OMISSÃO:

Marcos 4.22 “Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido, senão para ser revelado”.
A omissão acontece quando a pessoa não conta a verdade, portanto é uma forma de engano, falsidade e ilusão, o que não pode ter outro nome senão ‘mentira’. As atitudes omissas são mais mentirosas do que muitas palavras, “portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tiago 4.17). Omitir a verdade é o mesmo que mentir em silêncio.
Desde o início a humanidade aprendeu a se omitir, quando aconteceu o primeiro pecado, a reação do homem e da mulher foram se esconder de Deus (Gênesis 3.8). Foi neste momento que o ser humano começou  a trilhar o caminho do pecado sendo iludido pelas mentiras do diabo.
Jesus repreendeu os fariseus, que viviam de aparência religiosa sendo detalhistas, mas omitiam a verdade (Lucas 11.42). Muitas pessoas vivem enganados pela religiosidade e “porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha” (Efésios 5.12).
Quem pensa que pode omitir algo de errado para sempre está enganando a si mesmo. Deus sabe tudo o que acontece conosco e não se agrada quando pensamos que podemos omitir algo de alguém, mas nunca conseguiremos omitir nada de Deus (Isaías 29.15).
Quanto antes a verdade aparece é melhor, pois “o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28.13). Por isso o cristão confessa seus pecados a Deus buscando sua misericórdia e busca viver na verdade (I João 1.7-9 e 4.20).
Não omita a verdade!

Não aceite nenhum tipo de mentiras em sua vida!

-CONCLUSÃO:

Mateus 5.37 “Seja, porém, a tua palavra: sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno”.
A mentira é algo que aborrece profundamente a Deus (Provérbios 12.22). Por isso a Palavra de Deus deixa claro que “todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre” (Apocalipse 21.8). Então devemos voltar para a verdade e combater todo tipo de mentira com a verdade da Palavra de Deus (João 17.17).
Ninguém gosta de ser enganado. Precisamos fazer a oração do salmista (Salmos 120.2), pedindo a proteção para nossas vidas e também para não cometermos este tipo de erro. Deus é a verdade e não aceita nenhum tipo de mentira (Romanos 3.4).

Seja verdadeiro em tudo!

O PODER DO NOME DE JESUS.

-Tema: ESTUDO BÍBLICO
“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” Atos 4.12

-Introdução: Antes de Jesus nascer, um anjo falou a José (Mateus 1.21) e também a Maria (Lucas 1.31) para colocar na criança o nome Jesus, o que fizeram quando foi circuncidado (Lucas 2.21).
O nome Jesus (Ἰησοῦς) é a forma grega de expressar o nome Josué (Yehoshua = que significa o Senhor salva ou " Yahweh é salvação"1. Para os judeus o nome de Deus tem grande valor e deve ser respeitado ao ponto de temerem pronunciá-lo (Êxodo 20.7).
O propósito do nome de Jesus é declarar o poder de Deus revelado à humanidade na pessoa de Cristo. Ao contrário do nome de Deus, que os judeus nem pronunciavam, Jesus manda que seu nome seja falado  para que suas obras se realizem.

Como se referir ao nome de Jesus?
Vamos estudar em que situações devemos falar o nome de Jesus:

Se o significado do nome de Jesus é ‘Deus é Salvação”, então o primeiro objetivo de falarmos seu nome deve ser para evangelizar (
Lucas 24.47). O nome de Jesus foi divulgado no seu tempo para mostrar as boas novas do evangelho (Marcos 6.14), em lugares longínquos (Atos 19.17).1- Anunciar a Salvação:
Duas formas de Anunciar a Salvação em nome de Jesus são:
a) CRER: I João 3.23 “Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou”. Antes de tudo precisamos crer no nome de Jesus nos tornando assim filhos de Deus (João 1.12), para então anunciar o seu nome (Romanos 10.13-15). Quando cremos no nome de Jesus, logo nos tornamos testemunhas de seu poder e somos capacitados a anunciar a salvação que vem de Cristo (Marcos 16.16).
b) PREGAR: Atos 9.15 “Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel”. Jesus nos mandou pregar sua Palavra Paulo pregava em nome de Jesus (Atos 9.27). Pelo nome de Jesus podemos deixar tudo para seguir seu chamado missionário (Mateus 19.29).
Ao falar em nome de Jesus precisamos primeiro crer no poder deste nome e saber que estamos pregando o seu evangelho e anunciando a salvação para que outros ouçam e creiam também (Romanos 10.17).
Você tem falado o nome de Jesus para anunciar a salvação?
Creia e pregue em nome de Jesus!

2- Declarar Bênçãos:
O nome de Jesus tem poder de realizar maravilhas. Quando receber a autoridade dada por Cristo para ministrar em seu nome (Mateus 10.1).
Duas formas de Declarar Bênçãos em nome de Jesus são:
a) CURA: Atos 3.6 “Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”. Os discípulos aprenderam com Jesus sobre o poder da cura, por isso declaravam a cura não em seu nome, mas no nome de Jesus, pois Ele quem opera milagres (Atos 3.16). O nome de Jesus tem poder para realizar curas (Atos 4.10). Devemos orar pedindo a Deus o poder que vem do nome de Jesus para realizar maravilhas (Atos 4.30).
b) LIBERTAÇÃO: Atos 16.18 “Isto se repetia por muitos dias. Então, Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela. E ele, na mesma hora, saiu”. Jesus prometeu que aqueles que creem em seu nome teriam poder para repreender todo mal (Marcos 16.17). Mas para ter esta autoridade no nome de Jesus é preciso ter vida de intimidade com Cristo (Atos 19.13-15). Quando chamamos o nome de Jesus o diabo é resistido pelo seu poder (Tiago 4.7).
O nome de Jesus é uma arma poderosa na obra de Deus para declarar bênçãos às vidas das pessoas que precisam de cura e libertação.
Você tem declarado bênçãos em nome de Jesus?
Profetize cura e libertação em nome de Jesus!

3- Orar segundo a vontade de Cristo:
O nome de Jesus é invocado por todos os que creem Nele (I Coríntios 1.2). O próprio Jesus prometeu que estaria presente sempre que seu nome fosse invocado (Mateus 18.19). Por isso, quando nos reunimos, o fazemos em nome de Jesus (I Coríntios 5.4). Jesus mandou que em nossas orações pedíssemos em seu nome (João 14.13,14; 15.26 e 16.23, 26) e fazemos isso com fé de que esta é a sua vontade (I João 5.13-15).
Duas formas de Orar em nome de Jesus são:
a) AGRADECER: Efésios 5.20 “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. A gratidão nos faz reconhecer que tudo vem de Deus “a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (II Tessalonicenses 1.12). Antes de tudo e por tudo devemos agradecer a Deus (I Tessalonicenses 5.18). Agradecer em nome de Jesus significa honrar a Cristo por tudo o que faz em nossas vidas.
b) CONFESSAR: Filipenses 2.10,11 “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai”. Precisamos confessar que Jesus Cristo é o Senhor de nossas vidas para receber a salvação pela fé (Romanos 10.9,10). Isto é reconhecer o Senhorio de Cristo sobre nosso viver (Lucas 2.11). Mas também devemos confessar nossos pecados pedindo perdão em nome de Jesus, sabendo que nos perdoa (I João 1.7-9).
Sempre oramos pedindo como Jesus ensinou (Mateus 7.7-11), mas também precisamos orar agradecendo a Deus neste nome, além de confessar os pecados pedindo perdão em nome de Jesus, que morreu para nos perdoar.
Você tem orado em nome de Jesus?
Ore agradecendo e confessando em nome de Jesus!

4- Cumprir ordens de Deus:
Fazer algo em nome de uma pessoa significa estar de acordo com sua ordem. Em vários momentos Paulo faz pedidos às igrejas dizendo para obedecerem em nome de Jesus (I Coríntios 1.10; II Tessalonicenses 3.6 e Filemon 1.9). Jesus ensinou que desde um copo de água (Marco 9.41) até um abraço em uma criança devemos dar em seu nome (Lucas 9.48). Tudo o que fazemos deve ser em obediência ao nome de Jesus.
Duas ordens que recebemos para fazer em nome de Jesus são:
a) BATISMO: Atos 2.38 “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”. Batizar em nome de Jesus significa, cumprir sua ordem (Atos 8.12, 16; 10.48 e 19.5), não implica em uma nova fórmula do ritual do batismo ensinada por Jesus que deve ser “batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28.19). O batismo marca o início da vida cristã e por isso é uma ordem importante, pois devemos nos preocupar em começar a seguir a Jesus e então passar a conduzir outras pessoas a esta nova vida através do batismo. Depois de ser batizado é um privilégio conduzir outras vidas ao batismo.
c) SANTIFICAÇÃO: I Coríntios 6.11 “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”. A busca da santidade deve ser constante na vida cristã (Filipenses 3.13-15). Um processo que se inicia no novo nascimento, quando recebemos a Jesus e continua através da conversão a cada dia (II Coríntios 5.17). Quando vivemos em obediência a Cristo, sua virtude nos transforma (Romanos 6.22). Até mesmo o falar do cristão e suas atitudes devem ser em conformidade com a vontade de Deus através do nome de Jesus (I Coríntios 1.10). Santificar-se significa obedecer a vontade de Deus e negar as vontades da carne (Romanos 8.13).
Obedecer às ordens em nome de Jesus significa sujeitar-se à autoridade de Cristo. O batismo representa a porta de entrada e a santificação a continuação da caminhada em direção a Deus.
Você tem obedecido às ordens de Deus?
Seja batizado ou leve outros ao batismo e busque a santidade em nome de Jesus!
O nome de Jesus tem poder!
-CONCLUSÃO:
Colossenses 3.17 “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”
Os primeiros cristãos eram pessoas “que têm exposto a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Atos 15.26). Em vários momentos os apóstolos foram advertidos pelos homens para não falarem em nome de Jesus, pois temiam as consequências de seu poder (Atos 4.18 e 5.40). Saulo perseguia as pessoas que anunciavam o nome de Jesus (Atos 9.21) e depois se dispôs até mesmo a “morrer em Jerusalém pelo nome de Jesus” (Atos 21.13).
Precisamos conhecer o poder do nome de Jesus para viver as maravilhas que nos mandou realizar em seu nome. Mas não podemos pensar que seja uma ‘palavra mágica’. Este nome deve ser usado para anunciar a salvação, para declarar bênçãos, para orar segundo a vontade de Cristo e obedecer às ordens de Deus.
Você tem clamado ao nome de Jesus?
Creia no poder do nome de Jesus!